O início de uma jornada

Bem-vindo ao Desajustando

É como quando você está perdido no escuro, com frio e avista uma luz vinda de um vão. Uma névoa misteriosa circunda a abertura cuja você se aproxima passo atrás de passo. Seu coração palpitando como se fosse o pedal duplo de Krisiun, calafrios sobem por sua espinha, olhos estralados e ar pesado.

Eternos 32 passos adiante você finalmente aproxima seu olho do buraco. Antes de entender o que esta vendo é arrastado através do mesmo e encontra-se em meio a um turbilhão de luzes, sons, sensações e vozes de todos os tipos e de tipo nenhum. Cada instante é algo novo, variando de algo que é tão claro que não se pode ver, tão barulhento que não se pode ouvir, tão cheio de sentimentos que não se consegue sentir, passando por todo um infinito de possibilidades até chegar ao ponto onde é tão escuro que não se pode ver, tão silencioso que não se pode ouvir, tão vazio de sentimentos que sente-se tudo.

Você perdeu a noção do tempo; duvida? Então pense, desde que foi sugado por esse caos, se passaram instantes ou eternidades? Por falar nisso, você nem se quer entendeu como foi sugado por uma fenda onde seu polegar não passaria. Sejam instantes ou eternidades, nenhum seria tempo suficiente para entender.

A não ser que você ainda esteja lá. Olhando através da fenda com seu olho vidrado, o pedal duplo no peito, a espada de gelo dilacerando sua espinha em arrepios e você vislumbrando o infinito.

Mas quem é você? O corpo que está fenda, ou a consciência que está no caos?
Quem diabos é você? O corpo que está na tela, ou a consciência que está lendo aqui?

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